KPC - Painel Eletrônico de Notícias Expressas

sexta-feira, 22 de maio de 2015

VIVER BEM E SEM PRESSA NO MUNDO GLOBALIZADO

"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro". A frase é de John Lennon, um dos mais criativos compositores dos Beatles, banda de rock inglesa que revolucionou todo um jeito de ser e pensar da juventude em todo o mundo, na década dos anos 80.

Em busca dessa "vida que acontece" a humanidade tornou-se indefinida e anonimaente globalizada com o advento da internet e de toda uma tecnologia avançadíssima de comunicação e informação, que fez o mundo ficar menor através da tela de um computador.

Quando tudo parecia que as pessoas iriam ter mais tempo, aparece a "pressa" levando todos na loucura gerada pela globalização que vem apelando para a quantidade do "ter" em contraposição a qualidade do "ser". Um novo modo de existência que nos obriga a viver a vida além das 24 horas disponíveis, por conta de tantos afazeres e compromissos assumidos. Um corre-corre sem fim que nos distancia, cada vez mais, dos valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, do local onde vivemos nossa infância e adolescência.

Por um freio nessa correria significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver serenamente, ter ou não uma religião, reforçar a fé raciocinada em tempos de materialismo fragmentado em profecias medonhas de fim do mundo.

Agora é o momento de questionar se os velhos ditados "devagar se vai ao longo" e "a pressa é inimiga da perfeição" não estão por merecer uma melhor atenção, nestes tempos de desenfreada loucura pelo consumismo, em ter tudo o que a televisão anuncia e vende como algo que vai nos trazer felicidade e bem-estar pessoal.

Sem falar que as pessoas ainda querem "ser", sair do anonimato de qualquer maneira, tornar-se famosas e aparecer como estrelas numa constelação mal iluminada pela vaidade humana. Sem serenidade e extremamente ambiciosas, pessoas vivem correndo atrás do tempo para ganhar dinheiro. Muitas, todavia, acabam morrendo sem tempo sequer para uma missa de corpo presente.

Outras ficam ansiosas com o futuro e esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe para resolver problemas mal resolvidos no passado. Reclamam do tempo e das oportunidades que todo mundo tem igualmente para vencer a si mesmo e conquistar a verdadeira felicidade. Esquecem também que cada pessoa faz o seu tempo melhor ou pior.

Não se deixe engoliar pela globalização do mundo. O nosso modo de vida para ser "perfeito" e completo precisa tão somente de um momento especialmente reservado para curtir a família. Todo mundo tem uma, mas raros são aqueles que a valoriza e se mantém unido a ela por laços da boa afinidade.

Sempre é um ótimo programa ficar com a pessoa amada, brincar com os filhos e netos. Sorrir despreocupadamente com os velhos e novos amigos. Pescar no fim de semana. Bater aquela "peladinha" sem "juiz" e sem medo de se machucar.

Tudo isso sem pressa. Sem relógio e com tempo suficiente para entender que a vida é feita de harmoniosa cumplicidade com a nossa vontade de ser feliz por inteiro.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

PINTORES COM A BOCA E COM OS PÉS - A ARTE FEITA COM DIGNIDADE

Não sei se foi por ironia do destino, mas conheci a Associação dos Pintores com a Boca e com os Pés por intermédio do meu filho Luís Claudio, que ficaria tetraplégico se não viesse a desencarnar quatro meses depois de ter sido barbaramente espancado por ladrões, em praça pública próxima à sua residência, no Bairro dos Ipês, em João Pessoa. Uma perda irreparável que deixou profunda saudade em meu coração já avariado por problemas existenciais mal resolvidos.

Ainda hoje guardo a lembrança do sorriso meio ingênuo do meu filho que acreditava na boa vontade e na generosidade do ser humano. Era um homem pacífico e educado por natureza.

Esses pintores que usam suas bocas e seu pés para pintar a vida com arte e dignidade, não querem reconhecimento por pena nem a caridade migalhada de ninguém. São orgulhosos sem mágoa na alma e agradecidos a Deus pela oportunidade que encontraram no mundo para mostra todo o seu talento

Identifiquei-me com eles de cara. Porque era assim que o meu filho pensava de si mesmo em relação ao mundo que o acolheu durante 42 anos de vida física.

O Espiritismo vem me ensinando a entender a existência humana em todas as suas nuances, apontando o livre-arbítrio como fator decisivo na elaboração do nosso destino. Portanto, não temos que viver das migalhas alheias, choramingando pelos cantos as nossas dificuldades provacionais.

O mundo quer de cada um de nós, portadores de necessidade especiais ou não, a melhor parte de nossa natureza espiritual. Somos filhos de Deus, criaturas ainda imperfeitas mas seres espirituais com destino reservado para um futuro pleno do seu amor infinito.

Enquanto esse destino não se cumpre, busquemos o trabalho renovador do caráter, da conduta e do comportamento diante da vida que passa rápida na ampuleta do tempo.

Façamos como os pintores com a boca e com os pés que estão inseridos em um contexto de vida produtiva e progressita, dando exemplos de como devemos encarar nossas limitações físicas sem perder tempo com lamúrias e auto-comiseração.

Se somos os "atores" da vez, façamos do mundo o palco ideal para representar o melhor papel de nossas vidas. Com alegria, gratidão e humildade.

Texto de Carmem Paiva de Barros

sexta-feira, 8 de maio de 2015

TERCEIRA IDADE COM SABEDORIA E DISCERNIMENTO

Assim como o dia se vê ofuscado pela noite, o homem também se vê surpreendido pelo amadurecimento intelectual e moral, fase em que as responsabilidades lhe chamam a atenção toda hora. Alguns homens e mulheres, nessa fase da vida, não suportam a carga psicológica das mudanças físicas e entregam-se à depressão e ao isolamento com a mente voltada para um passado saudosista.

Outros superam essas mudanças com naturalidade, impondo em suas vidas uma dinâmica salutar pautada no discernimento e na necessidade de continuar ativos e produtivos.

No entanto, a família nem sempre é paciente e solidária com os seus idosos. Muitos são tratados como algo imprestável dentro da própria casa que comprou com o suor do seu rosto. Os mais ranzinzas são internados em asilos distantes e esquecidos por filhos, noras e netos.

O que poderia ser um tempo de colher reconhecimento e gratidão torna-se um pesadelo na vida de tantos idosos que passam a ser tratados como "um peso morto" dentro da sociedade.

Em muitos casos, faltam discernimento e sabedoria necessária para administrar a "terceira idade". Esquecem esses idosos que têm tudo para viver em estado de graça, pois são os mais experientes e capacitados para orientar com segurança quem está "na flor da idade".

Aqueles que procuram integrarem-se aos grupos que desevolvem atividades artísticas, culturais e beneficentes, conseguem uma sobrevida significativa no processo de inter-relacionamento social com outros idosos que gostam de caminhar, dançar, cantar, pintar, representar, estudar e reaprender a enxergar a vida por uma ótica mais otimista.

Diferente dos idosos amargos, apáticos e impacientes, os idosos mais dinâmicos vivem de bem com a própria consciência e são naturalmente felizes. Seus filhos, suas noras e seus netos até se orgulham do "velhinho" que curte a vida sem ansiedade, sem pressa e sem medo.

Como se vê, ninguém precisa chegar à "velhice" como um ser incapaz e ocioso. Basta acreditar nos seus recursos intectualis, em sua capacidade criativa e no seu entusiasmo pela própria existência. O mundo não acaba depois da aposentadoria.

NOVO MUNDO VELHO

Preconceito, racismo, guerras, fome, medo e terrorismo. Males que assolam toda a sociedade terrena e não encontra uma solução sensata e urgente por parte da diplomacia dos Países mais poderososo.

A natureza, com o meio ambiente ameaçado pela ganância dos homens, manifesta-se inesperada e violentamente, destruindo cidades inteiras e milhares de vidas cheias de sonhos e esperanças. Quem estuda o Espiritismo logo vai entender que o problema da humanidade é um só: moral.

A felicidade é busca inerente a cada ser. Em um mundo onde a maioria das pessoas crê que a vida se limita entre o nascimento e a morte, só a preservação do corpo e da individualidade importa. Homens e mulheres procuram a felicidade na acumulação de riquezas, na saciedade dos desejos, na realização profissional competitiva e em tudo que satisfaça a individualidade, em detrimento da coletividade.

Tal comportamento só pode gerar os problemas que vemos grassando por aí: depressão, dependências alcoólica, envolvimento com drogas e uso incontrolado de medicamentos; causas que levam milhões de pessoas em todo o mundo ao suicídio injustificável.

Para agravar ainda mais a situação, surgem os falsos profetas prometendo curar e salvar em troca de dinheiro, fama e poder. Muitos fomentam as mais excêntricas crenças em seus seguidores, envolvendo-os em seitas e doutrinas de lastro filosófico nebuloso que provocam uma confusão desgastante na cabeça de quem busca apenas paz de espírito.

Em meio a tanta desilusão, hipocrisia e leviandade humana, a fé racional parece perder força e os homens vão se tornando, cada vez mais, insensíveis ao sofrimento alheio.

Estamos ficando "acostumados" às tragédias urbanas e mundiais. Vamos, inconscientemente, nos tornando apáticos e distantes dos ensinamentos morais de Jesus e dos avatares que passaram pelo planeta. Está na hora de abrirmos os olhos e colocarmos os pés no chão.

O planeta Terra foi criado para servir de morada aos Espíritos pacíficos e de boa vontade. Jamais será uma "colônia de férias" para Espíritos inferiores.

DESDOBRAMENTO CONSCIENTE SOFRE REJEIÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA DO PARANÁ

Em janeiro passado, Rubens Denizar Figueira dos Santos divulgou "Carta Aberta aos Espíritas" explicando a técnica desobsessiva pelo desdobramento consciente e defendendo a sua prática nas atividades do Serviço de Assistência Espiritual (SAE), do Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, que funcionavam na instituição desde 1991.

A explicação e a defesa têm um motivo: os dois grupos que funcionavam no Hospital foram "proibidos" de continuar trabalhando usando a tal técnica que os seus "censores" julgam tratar-se de apometria, técnica tida como "herética" pelos estudiosos de O Livro dos Médiuns.

Rubens Figueira afirma em sua "Carta" que não tem nenhum compromisso com a apometria ou a projeciologia que também usam o desdobramento consciente em suas práticas.

E complementa: "Aqueles companheiros radicais, aos quais dedicamos nosso apreço, apenas recomendamos que desarmem seus espíritos e busquem aprofundar seus conhecimentos, dedicando-se com afinco às práticas mediúnicas e não fiquem somente na periferia".

FONTE: Jornal Comunica Ação Espírita,
março/abril 2015, Curitiba, PR.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

DORIS GANDRES ESTREIA COMO ARTICULISTA

Depois de muito solicitarmos, a  escritora, palestrante e articulista carioca enviou artigo inédito para publicação na gazetinha de junho: Riqueza x Pobreza.

A participação de Doris em nosso quadro de articulistas é motivo de alegria para todos nós editores de KPC.

Ela é dedicada trabalhadora voluntária do Centro Cultural Espírita Deolindo Amorim, com sede em Teresópolis, RJ. Escreve para diversos veículos de divulgação espírita (impresso e digital). Já foi entrevistada por KPC em 2014.

Seja bem-vinda, amiga.

Carmem Paiva de Barros,
secretária de redação.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

INSTITUTO ESPÍRITA VIDA DIVULGA KPC

Mais um blog institucional "cola" o link de nossa gazetinha para os seus leitores e seguidores se deleitarem com o jornalismo meio laico e meio espírita que vem fazendo muita gente mudar de opinião por este Brasil a fora.

Agradecemos a gentileza do intercâmbio a coordenadora do Instituto Espírita Vida, Micheline Gonçalves, que atendeu prontamente a nossa solicitação.

KPC / Da Redação