quinta-feira, 30 de outubro de 2014

VIVER BEM EXIGE DISCIPLINA E REFLEXÃO

Muita gente pensa que viver bem é usufruir dos bens materiais que o dinheiro (sobrando) proporciona. Pensamento equivocado. Segundo ensinamento de vida superior, "nem só de pão vive o homem".
 
É preciso viver e pensar como Espírito que utiliza temporariamente um corpo perecível, buscando aprender os ideiais de fraternidade e esperança identificados com os ensinamentos de Jesus.
 
Viver é aprender todos os dias. Uma rotina que cansa e dói. Dizia Agostinho de Hipona (o santo filósofo da Igreja Católica) que "quando não se pode fazer tudo o que se deve, deve-se fazer tudo o que se pode". Sem pressa e sem estresse para não contrair a doença que aflige boa parte da humanidade: a depressão.
 
Em momento algum, devemos deixar de lado a paciência e a reflexão no trato com as pessoas e as coisas do mundo moderno. Todavia, não podemos relaxar, viver acomodados. Assim raciocinava Henry Ford: "Pensar é o trabalho mais difícil que existe, talvez por isso tão poucos se dediquem a ele". Ford foi fabricante de automóveis nos Estados Unidos.
 
E o poeta português Fernando Pessoa, vivendo essa experiência, confirmava: "Pensar dói".
 
Viver bem exige sacrifícios e disposição moral para enfrentar muitas lutas ao longo do tempo que passamos na Terra. Tudo tem um preço. Ninguém vive no paraíso espiritual se ainda não desapegou do egoísmo e do orgulho.
 
A megasena pode ser o começo de um inferno pessoal que você ainda não experimentou. Melhor viver pobrezinho, com simplicidade, sem ter que andar em carro blindado, com seguranças e escondido com medo de sequestro relâmpago.
 
KIKO SOUZA DINIZ
Da Equipe de Redação de KPC
João Pessoa - PB

KPC SAINDO DO FORNO

A gazetinha digital Kardec Ponto Com de novembro já está com link disponível para leitura. Dê uma espiadinha e confira as novidades da edição. E não esqueça de enviar comentário sobre alguma matéria que você tenha ou não gostado.

Envie seu recado para nossa Redação: jornalista1938fenaj@gmail.com aos cuidados de Carlos Barros, o redator de plantão.

Aquele abraço e que venha novembro!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

UM LIVRO QUE SE CONTRAPÕE AO ESPIRITISMO RELIGOSO CRISTÃO

Atendendo simpático pedido do amigo Carlos Barros (editor deste blog e redator da gazeta KPC), enviei exemplar do livro "O Laço e O Culto - É o Espiritismo Uma Religião?", do quase esquecido pesquisador Krishnamurti de Carvalho Dias, lançado em junho de 1985 pela DICESP, de Santos, SP, para sua apreciação e divulgação.

O livro acabou caindo no esquecimento (boicote?) como tantos outros que buscaram o caminho da pesquisa séria e fundamentada no espírito investigativo de Allan Kardec.

Esta obra, rara em quase todas as bibliotecas dos espíritas religiosos brasileiros, foi-me doada por um amigo jornalista que não admitia ser o Espiritismo apenas uma ciência de desdobramentos filosóficos e morais. Como era recém-saído do Catolicismo, logo assimilou de imediato toda a "liturgia religiosa cristã" do Espiritismo que Kardec não idealizou para o futuro.

Barros pediu-me para tecer breve comentário sobre o livro para que os leitores deste blog não o tenha na conta de uma obra "anti-doutrinária". Segundo apresentação feita pelo saudoso e combativo kardecista Jací Regis - psicólogo, escritor e jornalista com ativa participação no movimento espírita de Santos, SP, antes de desencarnar - "a obra é embasada em cuidadosa pesquisa semântica, histórica e cultural do pensamento religioso e do movimento espírita religioso".

"O Laço e O Culto..." traz como fontes referenciais do autor nada mais, nada menos do que Deolindo Amorim, Carlos Imbassahy, Julio de Abreu Filho e José Herculano Pires, cujos trabalhos literários estão todos consubstanciados no pensamento de Delanne, Denis e Bozzano, além da pouca conhecida REVISTA ESPÍRITA.

É um trabalho de pesquisa visceral que nos leva a entender definitivamente a trilogia kardequiana, ou seja, o Espiritismo é doutrina científica, filosófica e moral, sem nenhuma dúvida. Assim a definiu o mestre lionês quando lançou O Livro dos Espíritos, em solo francês, no alvorecer do século 19.

Quem desfigurou o Espiritismo legado por Kardec foram os religiosos místicos que se juntaram aos seguidores de J. B. Roustaing (autor da obra docetista "Os Quatro Evangelhos - A Revelação da Revelação) com velado propósito de fazê-lo "uma religião à la carte".

Com o Pacto Áureo estabelecido e difundido pela Federação Espírita Brasileira, o movimento acabou sendo transformado num "feixe de varas" inquebrantável e inquisidor. Os Espíritas que defendiam o pensamento kardequiano acabaram perseguidos, isolados e defenestrados das Casas Espíritas adesas às Federativas estaduais, desde então pautando suas atividades pelo "faça o que digo..." da poderosa FEB.

Tudo isso acabou na fragmentação do movimento e na deturpação generalizada dos verdadeiros aspectos da trilogia kardequiana. O movimento feito por espíritas místicos e religiosos ainda hoje conspira contra o Espiritismo kardequiano. Com a palavra a doutora em educação, Dori Incontri.

Lembro bem de Gélio Lacerda (autor de "Conscientização Espírita"), de Ildefonso do Espírito Santo (autor de "Repensando o Movimento Espírita no Brasil") e de tantos outros devotados companheiros que tentaram chamar a atenção de todos nós para o que "seria feito do Espiritismo pelos homens equivocados".

Lançaram livros que acabaram nas prateleiras empoeiradas do esquecimento. Obras que certamente fariam você refletir mais profundamente sobre O QUE É ESPIRITISMO, e passariam a vivênciá-lo e praticá-lo conforme as orientações de Kardec.

Recomendo, portanto, a leitura de "O Laço e O Culto - É o Espiritismo Uma Religião?" E também os livros de Lacerda e de Ildefonso. Merecem ser resgatados, divulgados e valorizados pelo conteúdo inteligente e sensato de suas propostas para reformular o indefectível movimento religioso que decantam pelo Brasil afora.

Texto de JOSÉ JOÃO TORRES, jornalista e
correspondente de KPC em Brasília, DF.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

PESTALOZZI, A ESPINHA DORSAL DA PEDAGOGIA MODERNA

Compreendo perfeitamente a dor de Dora Incontri. A Pedagogia espírita é muito atual e merece ser estudada, mas não no formato religioso porque, no Brasil, o Espiritismo é visto como religião e isso realmente dificulta a discussão acadêmica, infelizmente.

Na verdade, a Pedagogia espírita é calcada em Pestalozzi que constitui "a espinha dorsal" de quase toda corrente filosófica e pedagógica moderna, que admite o amor como o alimento mais importante do ser humano sendo fundamental ser aprendido e vivenciado.

Mas o mundo vaidoso e egoísta não consegue enxergar a simplicidade da Pedagogia do Amor resumida sabiamente por Kardec: "A educação é uma arte que exige tato, muita experiência e profunda observação" (OLE, questão 917). Ora, como adquirir experiência sem estudo?

Portanto, exige que se estude a metodologia de todos os pensadores para que se encontre o caminho que mais rápido se chegue à educação do caráter. Muitos espíritas anseiam por criar escolas espíritas, e eu pergunto para quê? Para criar mais preconceitos e ideias separatistas?

No meu entender, concordo que o Espiritismo seja uma ciência experimental de caráter filosófico e de consequência religiosa (segundo definição dada por Kardec em O Que é Espiritismo"). Como ciência experimental não faz parte de escola alguma a não ser da pesquisa séria feita por qualquer pessoa que deseje formar teorias sobre a realidade espiritual. Como filosofia adota a moral ensinada por Jesus - consequências religiosas.
 
Por isso, não vejo porque impor a quem quer que seja os ensinamentos dos Espíritos. Quem quiser conhecer que se acerque dos livros e julgue por si mesmo. Não acha?
 
O Espiritismo abarca todas as filosofias sérias, não faz proselitismo e tem resposta para todo e qualquer anseio de natureza humana. O espírita não deve se sentir mais sábio e nem melhor do que ninguém. Ao contrário, porque já temos consciência do nosso próprio tamanho.
 
Por que se inquietar tanto para se tornar visível? A verdade por sí só se impõe e ainda não compreendemos a verdade absoluta. Jesus vivia como as pessoas do seu tempo. Falava a linguagem dos homens.
Mentes privilegiadas como da nossa irmã Dora Incontri está aprendendo, à duras penas, a ter mais paciência e ciência da paz.

Texto de LEILA BRANDÃO
Rio de Janeiro - RJ

A "IGREJIFICAÇÃO" DO MOVIMENTO PASSA PELA POLÍTICA DE "UNIFICAÇÃO" DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA


Foi com o Pacto Áureo que o movimento espírita brasileiro - orientado pela Federação Espírita Brasileira (FEB), começou a ser "igrejificado".

Atrelado a esse processo, nascia a política de "unificação" da Casa de Ismael que estabelecia diretrizes orientadoras e operacionais das campanhas do Conselho Federativo Nacional, repassadas às Federações Espíritas estaduais adesas.

Ao longo de 65 anos, ocorreram inúmeras tentativas de espíritas dissidentes para demovar a FEB de transformar o Espiritismo numa religião com vertentes para o misticismo e o evangelismo. Evangelismo este introduzido por Emmanuel, orientador doutrinário austero do médium Francisco Cândido Xavier.

Os espíritas dissidentes que também rejeitavam a imposição do estudo de Os Quatro Evangelhos - A Revelação da Revelação, de J. B. Roustaing, sendo uma minoria no imenso movimento brasileiro, acabaram perseguidos, boicotados, execrados e expulsos de muitos Centros Espíritas adesos às Federativas estaduais.

A poderosa FEB não tolerava esse tipo de intromissão em seus planos, todos "inspirados pelo Alto", para fazer do nosso País a pátria do evangelho e o coração do mundo, conforme está expresso em livro psicografado por Chico Xavier, ditado pelo espírito Humberto de Campos.

A "igrejificação", no entanto, foi acelerada com o surgimento de espíritas, ex-seminaristas católicos convertidos, que passaram a pesquisar a Bíblia e sugerir seu estudo sistematizado nas Casas Espíritas como fonte inesgotável de aprendizado para melhor entender o Espiritismo (sic) e os ensinamentos morais de Jesus.
 
Daí para a criação do Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho (NEPE) foi "um pulo do gato". Logo apareceram os teólogos espíritas para elaborar e organizar o livro "O Evangelho por Emmanuel", que serve de base de interpretação doutrinária de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
 
Esta obra que traz a assinatura de Kardec já sofreu diversas alterações em seu conteúdo com propósito de "modernizar" a sua linguagem para melhor assimilação das pessoas que não sabem o que é Espiritismo.
Ou seja, muita gente quis tomar para si o mérito de recodificar a obra kardequiana por achar que o Mestre lionês já se mostrava desatualizado didaticamente.
 
Não é segredo para ninguém: O Espiritismo tornou-se uma religião desfigurada pela vaidade acadêmica dos "mestres" e "doutores"- com cheiro de sacristia (como falava José Herculano Pires), que usam as tribunas e os palcos de grandes eventos para encenações e exibições do tipo conferencistas de auto-ajuda.
 
Estamos vivendo um momento gravíssimo da condução do Espiritismo por espíritos poderosos que tudo fazem para "igrejificá-lo".

Texto de MAZÉ DIAS BRANCO DE ASSIS
João Pessoa - PB

SAINDO DO FORNO MAIS UMA EDIÇÃO DE KPC

Com uma semana de antecedência, colocamos o link da edição de outubro da gazetinha digital Kardec Ponto Com para apreciação dos seus estimados e exigentes leitores. A edição está simplesmente irretocável. Você vai gostar.

Destaque para a entrevista que a escritora, palestrante e articulista carioca Doris Madeira Gandres nos concedeu, falando sobre Ignorância e Cultura sob a ótica Espírita. Uma conversa interessante e esclarecedora.

Os artigos também estão de bom tamanho em se tratando da diversidade dos temas enviados por nossos colaboradores. Temas atuais e abertos ao debate entre espíritas mais esclarecidos e que se preocupam com os problemas da sociedade moderna.

Leia, divulgue e envie seu comentário para nossa Redação. Interaja conosco.

CARLOS BARROS
jornalista responsável

terça-feira, 23 de setembro de 2014

UMA EXCELENTE REVISTA

Acabamos de receber a revista O ESPÍRITA (Brasília, DF) que, no dia 3 de outubro, estará completando 36 anos de circulação ininterrupta. É uma publicação do Centro Espírita Fonte de Esperança, com periodicidade quadrimestral.

Tem 28 páginas coloridas e bem diagramadas, matérias selecionadas e de interesse dos leitores mais exigentes. A assinatura tem valores diferenciados: R$ 20,00 (um ano) ou R$ 35,00 (dois anos). A assinatura pode ser feita diretamente pelo site www.oespirita.com.br.